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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Mesmo com Itália no foco, mercado globais avançam



Mesmo com incertezas políticas dominando o cenário europeu, os primeiros negócios sinalizam para um pregão positivo.

A Europa continua no radar dos investidores, com uma ligeira mudança de foco: da Grécia para Itália.

Após definido que a Grécia terá um novo governo de unidade nacional, faltando apenas escolher o líder da coalização, as inquietações partem para terreno italiano, onde o parlamento vota medidas orçamentárias nesta terça-feira (8/11).

A votação desestabilizou a confiança na gestão de Silvio Berlusconi, primeiro-ministro italiano.

Os reflexos eram observados no mercado da dívida italiana, cujas taxas de juros dos títulos a 10 anos apresentavam um novo recorde, alcançando 6,73%.

No entanto, certa recuperação era observada nas bolsas europeias. Na Itália, o FTSE Mib Index tinha alta de 1,43%, aos 15.771,90 pontos.

Em Frankfurt, o índice DAX, subia 1,45%, para 6.014,57 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 apreciava 1,37%, a 3.145,97 pontos. E, em Londres, o índice FTSE 100 ganhava 1,03%, a 5.567,32 pontos.

Mas a tendência negativa prevaleceu nos mercados asiáticos, com os índices referenciais de Tóquio e Xangai caindo 1,27% e 0,24%, respectivamente.

Sem indicadores americanos previstos para essa sessão, os índices futuros de Wall Street subiam. Os futuros S&P 500 e Nasdaq avançavam 0,25% e 0,52%, nesta ordem.

Cena doméstica

Internamente, os agentes de mercado acompanham a temporada de balanços e dados de inflação.

Dentre os destaques, a Usiminas reportou lucro líquido de R$ 154 milhões no terceiro trimestre, valor 70% abaixo do verificado no mesmo período de 2010.

Por sua vez, a ALL teve lucro líquido consolidado de R$ 277,454 milhões no mesmo período, um recuo de 0,32%.

A Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou que o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) desacelerou para 0,40% em outubro, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu 0,34% na primeira semana de novembro.

Na véspera, o Ibovespa marcou valorização de 0,90%, aos 59.198 pontos. Já no mercado de câmbio, o dólar registrava alta de 0,01%, cotado a R$ 1,7465 na compra e R$ 1,7480 na venda.


Fonte: Brasil Econômico

Seguindo mercados pelo mundo, Ibovespa Futuro inicia em alta de 0,42%


Em dia de cautela com a instabilidade política na cúpula italiana e à espera de uma definição na Grécia, mas também impulsionado por bons indicadores, o Ibovespa Futuro inicia a sessão desta terça-feira (8) em leve alta de 0,42%, negociado a 59.870 pontos, seguindo a tendência positiva dos mercados globais.

Os investidores devem acompanhar de perto a votação na Itália referente ao Orçamento do próximo ano. Há indicativos de que o premiê Silvio Berlusconi não consiga passar o documento redigido por seu governo, por conta da falta de apoio no Parlamento. “O temor de um default cresceu e os juros dos títulos soberanos da Itália bateram recorde”, alerta Miriam Tavares.

Além disso, pode ser anunciado o novo governo de coalizão da Grécia, a ser combinado entre os dois principais partidos do país, com intermediação do primeiro-ministro demissionário, George Papandreou. A mudança é necessária para que a União Europeia repasse a parcela de € 8 bilhões do resgate ao governo.

Indicadores brasileiros
No Brasil, o foco fica por conta de indicadores de inflação. Enquanto o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), medido pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) apresentou avanço de 0,34% na primeira medição de novembro – 0,08 ponto percentual acima da anterior –, o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) de outubro mostrou desaceleração, de 0,75% para 0,40%.

André Perfeito, acredita que os últimos índices de preços mostram uma desaceleração já esperada neste fim de ano pelo próprio relatório Focus, do Banco Central, e fixa sua expectativa na divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), na sexta-feira.

Já o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que metade dos 14 estados brasileiros pesquisados apresentou queda na produção industrial. No acumulado do ano, até setembro, a atividade registrou expansão em termos nacionais, de 1,1%.

Agenda do dia

Sem divulgações muito importantes nos Estados Unidos, investidores esperam dados de vendas no varejo e produção industrial da China, a serem divulgados próximo do fim do pregão. A expectativa do mercado, segundo a Leme Investimentos, é de desaquecimento da economia.